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Aliados de Lula defendem mudança de comunicação no segundo turno

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendem uma mudança na estratégia de campanha para o segundo turno da eleição presiden...

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendem uma mudança na estratégia de campanha para o segundo turno da eleição presidencial. A avaliação dentro do grupo político é que será necessário adotar uma comunicação mais direta e apresentar propostas voltadas a problemas que afetam o cotidiano dos eleitores, especialmente o custo de vida.

A ideia é reduzir a dependência de feitos dos governos anteriores e concentrar o discurso no que Lula pretende fazer em um eventual novo mandato. Integrantes da campanha discutem propostas para diferentes áreas, entre elas educação, e devem levar as sugestões para a coordenação eleitoral.

Outro foco da mudança está nas redes sociais. Parlamentares mais jovens que foram eleitos no primeiro turno devem ganhar espaço na comunicação digital e participar de agendas ao lado de Lula durante a campanha. A estratégia busca aproximar o candidato de públicos que, segundo aliados, precisam ser alcançados com uma linguagem menos tradicional.

A própria campanha reconheceu problemas na condução do primeiro turno. Lula criticou a organização da disputa e defendeu uma comunicação mais eficiente. Desde então, passaram a ser testados formatos diferentes, incluindo vídeos gravados pelo próprio presidente e uma presença maior de aliados nas redes.

O segundo turno também deve colocar o custo de vida no centro do debate. O tema ganhou força durante a primeira etapa da eleição e aparece entre as principais preocupações econômicas dos eleitores. Dados recentes mostram, ao mesmo tempo, um mercado de trabalho aquecido e níveis elevados de endividamento das famílias.

Nos bastidores, integrantes do entorno de Lula também avaliam que existe espaço para ampliar a votação em regiões onde o petista teve desempenho abaixo do esperado, como São Paulo. A estratégia, porém, ainda está sendo definida.

Aliados avaliam cenário de Flávio Bolsonaro

Outra leitura feita por integrantes do grupo de Lula é de que Flávio Bolsonaro (PL) pode ter antecipado parte de seu potencial de votos no primeiro turno. Essa avaliação é apresentada internamente como uma possibilidade de crescimento para o petista na segunda etapa, e não como uma previsão do resultado.

O dado objetivo é que Flávio terminou o primeiro turno à frente, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula ficou com 45,16%, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A diferença foi de pouco mais de 2 milhões de votos.

Com os dois candidatos confirmados no segundo turno, marcado para 25 de outubro, a disputa entra agora em uma nova fase, na qual as campanhas terão de conquistar eleitores que não votaram nos dois candidatos no primeiro turno.

A propaganda eleitoral gratuita também será retomada nesta sexta-feira (9), com tempo igual para Lula e Flávio Bolsonaro no rádio e na televisão. A nova etapa deve ampliar a exposição dos dois candidatos e colocar propostas para áreas como economia, emprego, segurança e programas sociais no centro da disputa


Da Redação| Direto do Congresso
Foto: Ricardo Stuckert/Flickr @lulaoficial