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Governo do Distrito Federal prevê orçamento de R$ 75 bilhões para 2027

Palácio do Buriti é a sede do governo do Distrito Federal (Foto: Lúcio Bernardo Jr / Agência Brasília) Projeto de Lei de Diretrizes Orçament...

Palácio do Buriti é a sede do governo do Distrito Federal (Foto: Lúcio Bernardo Jr / Agência Brasília)
Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias, foi entregue à Câmara Legislativa na segunda-feira (18), reforça responsabilidade fiscal e condiciona expansão de despesas à sustentabilidade das contas
O Governo do Distrito Federal encaminhou à Câmara Legislativa o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027 com previsão de orçamento de R$ 75 bilhões. A proposta prioriza o fortalecimento do controle fiscal e cria regras mais rígidas para a ampliação de despesas obrigatórias, com foco no equilíbrio das contas públicas.

Elaborado pela equipe técnica da Secretaria de Economia do DF, o texto também reforça mecanismos para garantir a correta aplicação da desvinculação de receitas e aprimorar a gestão dos recursos públicos.

Segundo o secretário de Economia, Valdivino de Oliveira, a intenção é consolidar uma política de responsabilidade fiscal aliada à melhoria da qualidade dos gastos do governo.

A estimativa da pasta aponta que R$ 45,6 bilhões devem ser arrecadados pelo próprio Distrito Federal, enquanto R$ 29,5 bilhões terão origem no Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF). Desse montante, cerca de R$ 15,5 bilhões serão destinados à segurança pública, R$ 8,5 bilhões à saúde e R$ 5,5 bilhões à educação.

O valor previsto para o FCDF representa aumento de R$ 1,1 bilhão em comparação com 2026, o que corresponde a crescimento de 3,91%.

A construção do PLDO contou ainda com participação popular por meio de audiência pública, etapa em que moradores e representantes da sociedade civil puderam apresentar sugestões e questionamentos sobre a elaboração do orçamento.

A proposta estabelece as bases para a futura Lei Orçamentária Anual (LOA), definindo metas fiscais, estimativas de arrecadação e regras para controle de despesas nas áreas de pessoal, custeio e investimentos.

O texto também disciplina o uso de fontes de financiamento, superávit financeiro e mecanismos de ajuste fiscal ao longo do exercício. Como se trata de uma peça de diretrizes, o PLDO não detalha investimentos específicos em obras ou programas. Essas definições serão apresentadas posteriormente no projeto da LOA, após aprovação da LDO pela Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Da Redação Direto do Congresso