Divulgação/SES-GO A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás confirmou o primeiro caso de febre Oropouche no estado. O registro acende um sina...
A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás confirmou o primeiro caso de febre Oropouche no estado. O registro acende um sinal de alerta para as autoridades, já que a doença ainda é pouco comum na região.
O paciente é um homem de Anápolis que procurou atendimento médico com sintomas leves, como febre, tontura e manchas na pele. Ele recebeu acompanhamento e já está recuperado.
O ponto que mais preocupa é que o caso foi contraído dentro do próprio estado, sem histórico de viagem. Isso indica que o vírus pode estar circulando localmente, sendo transmitido pelo maruim, também conhecido como mosquito-pólvora.
A febre Oropouche tem sintomas semelhantes aos da dengue, incluindo febre alta, dor de cabeça e dores no corpo. Em alguns casos, pode haver retorno dos sintomas dias após a melhora inicial.
Sem tratamento específico, a principal forma de combate é a prevenção. As autoridades recomendam o uso de repelentes, roupas que cubram o corpo e a eliminação de locais com matéria orgânica acumulada, que servem de criadouro para o inseto transmissor.
Segundo a subsecretária de Vigilância em Saúde da SES-GO, Flúvia Amorim, é importante reforçar as medidas de proteção de ambientes, uso de repelentes e eliminação de criadouros, que no caso do maruim, incluí matérias orgânicas como folhas e restos de alimentos no chão. “O monitoramento da febre Oropouche já é realizado e a população deve estar atenta à eliminação dos criadouros e aos cuidados para evitar o contato com o mosquito”. Não há motivo para pânico, mas devemos divulgar as informações para auxiliar no diagnóstico correto, na continuidade da vigilância laboratorial e no controle dos vetores”, reforça Flúvia.
O Diretor de Vigilância em Saúde de Anápolis, Daniel Soares, informa que as equipes seguem atuando de forma integrada, com ações intensificadas entre a Vigilância Epidemiológica, Vigilância Sanitária, Vigilância em Zoonoses e Endemias para conter o mosquito transmissor e monitorando áreas de risco.
Cuidados
Entre as medidas de prevenção, é preciso evitar picadas pelo mosquito transmissor com o uso de repelentes especiais para gestantes nas áreas expostas do corpo; uso de roupas compridas de cor clara; mosquiteiros e telas ultrafinas nas residências. Segundo informações da Nota Técnica 117/2024 do Ministério da Saúde, não há, até o momento, comprovação da eficácia do uso de repelentes contra o maruim. Porém, sua utilização é recomendada, principalmente para proteção contra outros mosquitos, como, por exemplo, Culex spp (pernilongo), Aedes aegypti, etc.
Redação| Direto do Congresso
