O Distrito Federal passou a contar com uma nova estrutura para facilitar o acesso a vacinas e imunoglobulinas destinadas a pessoas que preci...
O Distrito Federal passou a contar com uma nova estrutura para facilitar o acesso a vacinas e imunoglobulinas destinadas a pessoas que precisam de cuidados específicos. A Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais (RIE-DF) foi criada nesta segunda-feira (14) e oficializada por meio de publicação no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF).
A proposta é ampliar e organizar o atendimento para pacientes que, por causa de determinadas condições de saúde, precisam de imunobiológicos especiais. A ideia é que, sempre que possível, o atendimento aconteça em uma unidade de saúde próxima da casa do paciente.
Entre os grupos que podem ser atendidos estão pessoas com doenças crônicas, câncer, imunodeficiências, doenças neurológicas, pacientes transplantados, pessoas vivendo com HIV, usuários de medicamentos que reduzem a resposta imunológica e bebês prematuros. Outros casos também podem ser avaliados quando houver indicação clínica.
Atendimento poderá ser feito perto de casa
O modelo já vinha sendo utilizado no DF por meio do CRIE Virtual, que permite que a análise do pedido seja feita à distância. Com a aprovação, o atendimento passa a fazer parte oficialmente da nova rede, com regras definidas para a solicitação, avaliação e aplicação dos imunobiológicos.
A RIE-DF vai integrar diferentes serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), entre eles a Gerência de Rede de Frio, os Núcleos de Vigilância Epidemiológica e Imunização (NVEPI), os Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), as salas de vacinação das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e outros pontos de vacinação.
Também está prevista a criação dos Centros Intermediários de Imunobiológicos Especiais (CIIE). Esses serviços poderão avaliar pedidos e realizar a aplicação dos imunobiológicos indicados.
Veja como solicitar o atendimento
O primeiro passo é procurar a sala de vacinação da UBS de referência. O paciente deve levar a caderneta de vacinação e um relatório clínico elaborado por médico ou enfermeiro, indicando a necessidade do imunobiológico especial.
Depois disso, a equipe da unidade faz uma triagem e encaminha a solicitação para análise do CRIE. A avaliação considera fatores como a condição de saúde, a idade e o histórico de vacinação do paciente.
Da Redação| Direto do Congresso
