A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que ele não autorizou o uso de sua imagem e voz em um vídeo produzido com inteligência arti...
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que ele não autorizou o uso de sua imagem e voz em um vídeo produzido com inteligência artificial e exibido durante a convenção nacional do PL, realizada no último sábado (26), em São Paulo. A manifestação foi publicada nesta quarta-feira (29) pelo advogado Paulo Cunha Bueno, após o ministro Alexandre de Moraes, do STF, pedir esclarecimentos sobre o material apresentado no evento que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
Segundo a defesa, Bolsonaro não teria condições de conceder uma autorização específica devido às medidas cautelares impostas pela Justiça. Os advogados destacaram que o ex-presidente está com o direito de receber visitas suspenso por 30 dias e que Flávio Bolsonaro não pode visitá-lo por 90 dias. A nota também afirma que, antes das restrições, era comum que os filhos utilizassem imagens, discursos, entrevistas e outros conteúdos públicos de Bolsonaro em atividades político-partidárias, sem qualquer oposição por parte dele.
No fim do comunicado, a defesa criticou as restrições determinadas contra o ex-presidente e afirmou que elas vão além dos efeitos previstos para a perda dos direitos políticos e a inelegibilidade. Os advogados argumentaram que Bolsonaro está impedido de fazer manifestações, inclusive por cartas, e de participar de atividades políticas durante o período eleitoral. Para a defesa, as medidas representam uma forma de “silenciamento político” e ultrapassam os limites estabelecidos pela Constituição.

