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Três pessoas são detidas após espalharem cartazes contra Celina Leão em Ceilândia

Material com críticas à governadora e candidata à reeleição foi encontrado na Ceilândia Norte. Caso se soma a outras denúncias de panfletos ...

Material com críticas à governadora e candidata à reeleição foi encontrado na Ceilândia Norte. Caso se soma a outras denúncias de panfletos suspeitos durante a campanha eleitoral no DF.

Três pessoas foram detidas pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) na noite de quinta-feira (15), suspeitas de espalhar cartazes com críticas à governadora e candidata à reeleição, Celina Leão (PP). A ocorrência foi registrada na Quadra 17 da Ceilândia Norte.

Os impressos questionavam a gestão da candidata na área da saúde, com a frase “Cadê os 120 milhões da saúde, Celina?”. O material também trazia uma montagem com a imagem da governadora e características masculinas.

O grupo, composto por dois homens e uma mulher, foi levado à 15ª Delegacia de Polícia para prestar esclarecimentos. Segundo as informações divulgadas sobre o caso, os três afirmaram que agiram por iniciativa própria, sem receber instruções de terceiros.

Celina já havia denunciado materiais contra sua candidatura

A ocorrência acontece em meio a outras denúncias envolvendo a distribuição de materiais impressos contra a candidatura de Celina Leão em diferentes regiões do Distrito Federal.

No dia 7 de outubro, a governadora anunciou que recorreria à Polícia Federal para pedir a investigação dos responsáveis pela produção e distribuição dos materiais, diante da suspeita de possíveis crimes eleitorais.

Celina também acusou o Partido dos Trabalhadores (PT) de envolvimento na divulgação dos impressos e pediu aos apoiadores que registrassem imagens e informassem os locais onde os cartazes fossem encontrados, para contribuir com as apurações.

Panfletos com número incorreto também são investigados

Outro caso está sob investigação da Polícia Civil. No Cruzeiro, foram encontrados panfletos que utilizavam a imagem de Celina Leão associada ao número 22, embora o número oficial da candidata seja 11.

Os materiais foram localizados espalhados pelo chão, presos a placas e colocados nos para-brisas de veículos. A suspeita é de que a divulgação tenha como objetivo confundir os eleitores durante o segundo turno.

No primeiro turno, Celina recebeu 825.530 votos, correspondentes a 49,93% dos votos válidos. Cerca de 26 mil eleitores, segundo os dados mencionados no relato, digitaram o número 22 e tiveram seus votos anulados.

Os episódios reforçam a atenção sobre a circulação de materiais eleitorais no DF. A apuração dos fatos deverá esclarecer as circunstâncias das ocorrências e eventual responsabilidade dos envolvidos.

Da Redação| Direto do Congresso