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Rede de Frio Central completa 25 anos referência técnica e fortalece a vacinação no Distrito Federal

Unidade da Secretaria de Saúde é responsável pelo armazenamento e distribuição de 51 imunobiológicos, além de apoiar a aplicação de quase 3 ...

Unidade da Secretaria de Saúde é responsável pelo armazenamento e distribuição de 51 imunobiológicos, além de apoiar a aplicação de quase 3 milhões de doses por ano.

A Rede de Frio Central do Distrito Federal completa 25 anos de atuação como uma das principais estruturas de apoio à política de vacinação da capital. Vinculada à Secretaria de Saúde (SES-DF), a unidade é responsável pela gestão de 51 imunobiológicos, entre vacinas e outros produtos utilizados na prevenção e no tratamento de doenças, contribuindo para a distribuição de quase 3 milhões de doses por ano.
Além de garantir o armazenamento e a conservação desses produtos, a unidade também prepara boletins e normas técnicas de imunização, capacita profissionais que trabalham nas salas de vacina e participa de campanhas de vacinação antirrábica. Outra atribuição importante é a distribuição de soros, incluindo os utilizados em casos de acidentes com animais peçonhentos.
Ao longo dos anos, a estrutura passou por avanços tecnológicos e se tornou referência no controle e na conservação de imunobiológicos. Atualmente, a sede conta com 18 câmaras científicas, uma câmara frigorífica com capacidade de 63 metros cúbicos e quatro refrigeradores científicos que podem atingir temperaturas de até -90°C.
A maior parte dos equipamentos mantém os produtos armazenados em temperaturas entre +2°C e +8°C, faixa essencial para preservar a qualidade e a eficácia de muitas vacinas.
Controle rigoroso garante qualidade das vacinas
O cuidado com a temperatura é uma das principais responsabilidades da Rede de Frio. Segundo a enfermeira Karine Araújo, os imunobiológicos são termolábeis, ou seja, podem perder suas propriedades quando expostos a temperaturas inadequadas ou a oscilações bruscas.
Por esse motivo, a unidade utiliza equipamentos com monitoramento digital e mantém planos de contingência para situações de emergência, como falhas no sistema de refrigeração ou interrupções no fornecimento de energia.
Os dispositivos também geram relatórios detalhados, que permitem acompanhar as variações de temperatura, a abertura das portas e possíveis problemas no funcionamento. A estrutura conta ainda com manutenção preventiva e preditiva para reduzir riscos e evitar prejuízos à conservação dos produtos.
Equipe reúne 31 profissionais
O funcionamento da Rede de Frio Central depende do trabalho integrado de 31 servidores de diferentes áreas, entre motoristas, analistas de políticas públicas, médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem e farmacêuticos.
O modelo adotado no Distrito Federal já despertou o interesse do Ministério da Saúde e começa a servir de referência para outros estados e municípios que buscam aprimorar a organização e a gestão dos serviços de vacinação.
Com 25 anos de história, a Rede de Frio Central segue desempenhando um papel fundamental para garantir que os imunobiológicos cheguem às unidades de saúde em condições adequadas, fortalecendo a proteção da população do DF.

Da Redação| Direto do Congresso
*Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF).
Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF