Pelo menos 11 pessoas morreram em ataques aéreos atribuídos à Arábia Saudita contra Sanaa, capital do Iêmen, no sábado (24/10). Entre as vít...
Pelo menos 11 pessoas morreram em ataques aéreos atribuídos à Arábia Saudita contra Sanaa, capital do Iêmen, no sábado (24/10). Entre as vítimas estão mulheres e crianças, segundo informações divulgadas por veículos de comunicação ligados aos houthis e repercutidas pela imprensa internacional. Um dos alvos atingidos foi um alojamento de trabalhadores de uma fábrica de cimento.
De acordo com os relatos, seis mulheres e uma criança morreram no local, enquanto outras pessoas ficaram feridas. Também houve registros de vítimas após o bombardeio de uma residência na capital. Até o momento, os números divulgados são preliminares e não houve confirmação independente de todos os detalhes da ofensiva.
Os ataques ocorreram em meio ao aumento das tensões entre os dois lados. No mesmo sábado, autoridades sauditas informaram ter interceptado dois mísseis balísticos atribuídos aos houthis, que teriam como destino as cidades de Taif e Yanbu.
A Defesa Civil do país também emitiu alertas diante da possibilidade de novos ataques, mas informou posteriormente que o risco imediato havia passado.
A nova ofensiva acontece poucos dias depois de um ataque atribuído aos houthis contra o Aeroporto Internacional Rei Fahd, em Dammam, na quarta-feira (21/10). Na ocasião, segundo os relatos divulgados, duas pessoas morreram e outras oito ficaram feridas.
O agravamento dos confrontos reacende a preocupação com a situação do Iêmen, país que enfrenta uma guerra civil há mais de uma década. Em 2015, uma coalizão militar liderada pela Arábia Saudita interveio no conflito para apoiar o governo iemenita reconhecido internacionalmente, enquanto os houthis mantiveram o controle de Sanaa e de outras áreas do território.
Embora uma trégua iniciada em 2022 tenha contribuído para reduzir os combates, as tensões regionais e os ataques recentes voltaram a ameaçar a estabilidade. A população iemenita continua enfrentando os efeitos prolongados do conflito, com danos à infraestrutura e dificuldades no acesso a serviços essenciais.
Da Redação| Direto do Congresso
Foto Reprodução/X
