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Doação de sangue fica mais fácil no DF com novas regras para os doadores

Doar sangue ficou mais simples para alguns grupos no Distrito Federal. Novas regras passaram a flexibilizar critérios que antes impediam ou ...

Doar sangue ficou mais simples para alguns grupos no Distrito Federal. Novas regras passaram a flexibilizar critérios que antes impediam ou exigiam um período maior de espera para a doação.

A mudança acompanha os avanços nos exames laboratoriais usados para identificar doenças transmissíveis pelo sangue. Com testes mais rápidos e sensíveis, a avaliação pode ser feita de maneira mais individualizada, sem a necessidade de restringir grupos inteiros apenas por precaução.

No Distrito Federal, outra mudança facilita o acesso: o peso mínimo para doar sangue foi reduzido de 51 kg para 50 kg.

Veja o que mudou

Idade: acabou o limite máximo para doadores de repetição. Antes, a doação era permitida até 69 anos, 11 meses e 29 dias. Agora, pessoas com mais de 70 anos poderão doar após avaliação médica. São considerados doadores de repetição aqueles que fizeram pelo menos duas doações nos últimos 12 meses.

Tatuagem, piercing e procedimentos estéticos: o período de espera foi reduzido. A regra geral passa de 12 meses para quatro meses. Quando houver foto do registro do estabelecimento na Vigilância Sanitária e nota fiscal, o prazo pode cair para sete dias.

Endoscopia e colonoscopia: o intervalo necessário antes da doação diminuiu de seis para quatro meses.

Gripe ou resfriado: quem teve sintomas poderá doar após três dias do fim dos sintomas, desde que não tenha apresentado febre.

Diabetes: pessoas com diabetes tipo 1 ou tipo 2 que dependem de insulina passam a ter o impedimento para doação formalmente previsto nas regras.

Cirurgia bariátrica: o período de espera foi reduzido de um ano para seis meses, desde que o peso esteja estável. A regra passa a valer independentemente do tipo de cirurgia realizada.

Doenças da tireoide: hipotireoidismo, hipertireoidismo, tireoidite de Hashimoto e doença de Graves deixam de ser impedimentos definitivos. Pessoas em tratamento, clinicamente estáveis e com a função da tireoide compensada podem ser consideradas aptas à doação.

As mudanças ampliam as possibilidades para quem deseja doar sangue, mas a liberação não é automática em todos os casos. Cada candidato continua passando por triagem e avaliação antes da coleta.

Da Redação| Direto do Congresso