A conta de luz terá uma mudança positiva para os consumidores a partir de outubro. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou n...
A mudança encerra um período de cinco meses com a bandeira amarela, que acrescentava cerca de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos.
Segundo a Aneel, a decisão está relacionada à melhora das condições dos reservatórios das usinas hidrelétricas. O aumento das chuvas, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, ajudou a recuperar o nível de armazenamento e trouxe mais segurança para a geração de energia.
Com a situação mais favorável, a necessidade de acionar usinas termelétricas, que normalmente têm um custo de produção mais elevado, diminui. Esse cenário permite que o sistema opere com a bandeira verde em outubro.
O que muda na conta de luz?
Na prática, quem receber a conta calculada pela bandeira verde não terá nenhum valor adicional relacionado ao sistema de bandeiras tarifárias. O consumidor continuará pagando os demais componentes normalmente presentes na fatura, de acordo com o seu consumo.
Criado pela Aneel em 2015, o sistema de bandeiras foi desenvolvido para sinalizar aos consumidores as condições e os custos de geração de energia elétrica no país.
As cores funcionam como uma espécie de alerta. Quando a geração está em condições mais favoráveis, é aplicada a bandeira verde. Já em períodos em que produzir energia fica mais caro, podem ser acionadas as bandeiras amarela ou vermelha.
Veja quanto cada bandeira acrescenta à conta
- Bandeira verde: não há cobrança adicional;
- Bandeira amarela: acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos;
- Bandeira vermelha – Patamar 1: acréscimo de R$ 4,46 a cada 100 kWh;
- Bandeira vermelha – Patamar 2: acréscimo de R$ 7,87 a cada 100 kWh.
Com a bandeira verde, portanto, o consumidor deixa de pagar a tarifa extra que vinha sendo aplicada nos últimos meses. A medida vale para o consumo de energia realizado durante o mês de outubro.
Da Redação| Direto do Congresso
