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Prévia da inflação recua e registra -0,40%, a menor desde agosto de 2022, aponta IBGE

A prévia da inflação oficial brasileira ficou negativa em agosto, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O IPCA-1...

A prévia da inflação oficial brasileira ficou negativa em agosto, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O IPCA-15 registrou queda de 0,40%, resultado influenciado principalmente pelo desconto na conta de energia elétrica, pela redução nos preços dos alimentos e pela gasolina mais barata.

O resultado chama atenção porque representa a primeira deflação do indicador desde julho de 2023 e o menor resultado desde setembro de 2022, quando o IPCA-15 havia recuado 0,37%. Em julho, a prévia da inflação tinha registrado alta de 0,33%. Com a queda de agosto, o índice acumulado em 12 meses passou para 4,95%, ante 5,30% no período anterior.

Conta de luz foi o principal destaque

Entre os grupos pesquisados pelo IBGE, Habitação teve a maior influência negativa, com queda de 1,13%. O principal motivo foi a redução de 4,93% na energia elétrica residencial.

A queda está relacionada ao Bônus de Itaipu, desconto concedido nas contas de energia e que beneficiou cerca de 80,8 milhões de consumidores. A bonificação ajudou a compensar o impacto da bandeira tarifária vermelha 2, que acrescenta uma cobrança sobre o consumo de energia.
Alimentos também ficaram mais baratos

O grupo Alimentação e bebidas recuou 0,53% em agosto e foi outro fator importante para o resultado negativo da inflação. Foi o terceiro mês consecutivo de queda nos preços dos alimentos, depois de uma sequência de nove meses de altas.

Dentro da alimentação consumida em casa, alguns produtos tiveram reduções expressivas. A manga caiu 20,99%, a batata-inglesa recuou 18,77%, a cebola ficou 13,83% mais barata e o tomate teve queda de 7,71%. Também houve redução nos preços do arroz, de 3,12%, e das carnes, de 0,94%.

Gasolina e passagens aéreas ajudam a reduzir inflação

Os preços dos transportes também contribuíram para o resultado negativo. O grupo apresentou queda de 0,47%, com destaque para as passagens aéreas, os automóveis novos e a gasolina.

A gasolina, que tem um peso importante na cesta de consumo das famílias, ficou 1,14% mais barata e teve impacto negativo de 0,06 ponto percentual no índice. No conjunto, os combustíveis recuaram 1,18%. Também foram registradas quedas no diesel, no gás veicular e no etanol.

Outros grupos tiveram alta

Nem todos os setores apresentaram redução de preços. Entre os grupos que registraram alta estão Despesas pessoais, com avanço de 1,09%; Educação, que subiu 0,78%; e Saúde e cuidados pessoais, com alta de 0,64%.

Vestuário teve aumento de 0,17%, enquanto Artigos de residência apresentou variação de 0,03%. Já o grupo Comunicação registrou queda de 0,17%.

O que é o IPCA-15?

O IPCA-15 é considerado uma prévia da inflação oficial. A metodologia é praticamente a mesma utilizada no IPCA, principal indicador usado pelo governo para acompanhar a inflação e avaliar o cumprimento da meta estabelecida pelo Banco Central.

A principal diferença está no período de coleta. Para o resultado de agosto, os preços foram pesquisados entre 16 de julho e 14 de agosto, antes do encerramento do mês.

O IPCA-15 considera famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos e acompanha os preços de produtos e serviços em 11 localidades brasileiras, incluindo Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia, Salvador, Recife, Fortaleza, Belém, Curitiba, Belo Horizonte e Porto Alegre.

O resultado definitivo da inflação de agosto será conhecido com a divulgação do IPCA pelo IBGE, prevista para 10 de setembro.