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PCDF desmantela grupo suspeito de aplicar golpe do intermediário em compras e vendas no DF

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) realizou nesta quinta-feira (9) a Operação Man in the Middle para combater uma organização crimin...

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) realizou nesta quinta-feira (9) a Operação Man in the Middle para combater uma organização criminosa suspeita de aplicar o conhecido golpe do intermediário em negociações feitas pela internet. A ação, coordenada pela 8ª Delegacia de Polícia (SIA), cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em Santo Antônio do Descoberto (GO) e também determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados. A investigação aponta que o grupo participou de pelo menos 15 fraudes registradas entre 2024 e 2025, causando um prejuízo comprovado de R$ 14.650, embora a polícia acredite que o número de vítimas seja maior.

De acordo com a PCDF, os suspeitos aproveitavam anúncios reais publicados em plataformas de compra e venda para enganar compradores e vendedores. Os criminosos se passavam por intermediários da negociação, convencendo cada lado de que estava tratando diretamente com a outra parte. No momento do pagamento, a vítima fazia uma transferência via PIX para uma conta controlada pelos golpistas. Sem saber da fraude, o vendedor entregava o produto ao comprador e só depois ambos percebiam que haviam sido enganados.

As investigações começaram após o registro de um caso no Distrito Federal e, ao longo das apurações, a Polícia Civil identificou o mesmo modo de atuação em outras ocorrências. Segundo a corporação, os cinco investigados, quatro homens e uma mulher, possuem vínculos familiares e atuavam de forma organizada, com divisão de funções para dificultar a identificação dos responsáveis e esconder o dinheiro obtido com os golpes. Os valores eram distribuídos rapidamente entre contas de terceiros e sacados em espécie para dificultar o rastreamento. Um dos principais suspeitos, de 29 anos, também possui antecedentes por crimes patrimoniais e homicídio em Goiás.

A Justiça autorizou as buscas, o acesso aos dados de celulares e computadores apreendidos e o bloqueio de ativos financeiros até o valor do prejuízo identificado. Já os pedidos de prisão preventiva e de quebra do sigilo telefônico foram negados nesta etapa da investigação. Após a análise do material recolhido, os suspeitos poderão responder por estelionato mediante fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro. A PCDF também reforça o alerta para quem compra ou vende pela internet: confirme sempre a identidade da outra pessoa, mantenha contato direto com o verdadeiro proprietário do produto e nunca faça pagamentos para contas de terceiros. Esses cuidados ajudam a reduzir o risco de cair no golpe do intermediário.

Redação| Direto do Congresso