Page Nav

HIDE

Últimas notícias

latest

Compartilhe

Celina Leão anuncia ocupação do Centro Administrativo e inicia mudança de órgãos do GDF

Após mais de uma década sem utilização efetiva, o Centro Administrativo do Distrito Federal (Centrad) começará finalmente a receber órgãos d...

Após mais de uma década sem utilização efetiva, o Centro Administrativo do Distrito Federal (Centrad) começará finalmente a receber órgãos do Governo do Distrito Federal. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (1º) pela governadora do Distrito Federal, Celina Leão, que confirmou o início do processo de transferência de secretarias e setores estratégicos para o complexo.

Entre os primeiros órgãos que passarão a funcionar no local estão a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), a Secretaria de Obras, a Casa Civil e a Casa Militar. A previsão também é que o gabinete da governadora seja instalado no empreendimento, concebido para concentrar diferentes áreas da administração pública em um único espaço.

Segundo Celina Leão, a ocupação do Centrad representa uma medida voltada à redução de gastos com locação de imóveis utilizados pelo governo. A chefe do Executivo destacou que a liberação para uso do complexo ocorreu após a superação de obstáculos jurídicos que impediram sua utilização por vários anos. A expectativa é de que a centralização dos órgãos gere economia aos cofres públicos e torne a gestão administrativa mais eficiente.

Idealizado para modernizar a estrutura governamental do DF, o Centro Administrativo começou a ser construído em 2009 e foi inaugurado em 2014. Apesar da conclusão das obras, o empreendimento nunca entrou em operação. Desenvolvido por meio de uma parceria público-privada entre Odebrecht e Via Engenharia, com financiamento da Caixa Econômica Federal, o projeto teve o custo ampliado ao longo dos anos, passando da estimativa inicial de R$ 660 milhões para cerca de R$ 1 bilhão.

A trajetória do Centrad foi marcada por uma série de disputas judiciais e questionamentos sobre aspectos contratuais e documentais. Em 2022, o GDF decidiu rescindir o contrato da parceria responsável pelo empreendimento. Entre os pontos discutidos estavam questões relacionadas ao licenciamento, à regularidade do contrato e à documentação necessária para o funcionamento do espaço.

Nos últimos meses, também houve debates sobre possíveis obrigações financeiras decorrentes do projeto. Embora estudos tenham sido solicitados pela Secretaria de Economia para avaliar eventuais impactos futuros no orçamento, a governadora afirmou que não há previsão de indenizações às empresas envolvidas. Com o início da ocupação, o governo aposta em dar uma nova finalidade ao complexo, que deverá passar a abrigar servidores e concentrar parte importante da estrutura administrativa do Distrito Federal.

Da Redação| Direto do Congresso
Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília