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Serasa lança 154 mil ofertas de renegociação para universitários endividados no DF; descontos podem chegar a 90%

Como sair das dívidas e começar a juntar dinheiro — Foto: Divulgação Mais de 48 mil estudantes devem para instituições de ensino no DF; maio...

Como sair das dívidas e começar a juntar dinheiro — Foto: Divulgação
Mais de 48 mil estudantes devem para instituições de ensino no DF; maioria das dívidas é de até R$ 5 mil.
A Serasa abriu 154 mil ofertas de renegociação específicas para estudantes do Distrito Federal que possuem mensalidades atrasadas com instituições de ensino.

Para renegociar os débitos, basta acessar o site da Serasa.

A maioria das dívidas é de até R$ 5 mil, mas 61% delas já duram mais de um ano, o que aumenta o risco de abandono do curso.

Segundo a Serasa, as ofertas de renegociação podem alcançar 90% de desconto em juros e multas, facilitando o pagamento e a regularização financeira dos universitários.

8 mil universitários endividados

Mais de 48 mil universitários do Distrito Federal estão endividados com instituições de ensino, segundo dados da plataforma.

Ainda de acordo com a Serasa, 66% dos jovens já tiveram de cortar gastos básicos — como alimentação e transporte — para tentar manter as mensalidades em dia.

O especialista financeiro da instituição, Guilherme Oliveira, explica que o cenário econômico contribui para o aumento da inadimplência.

“O desemprego é um fator bem relevante. A alta da Selic também atrapalha a situação financeira e outros gastos, como cartão de crédito, influenciam no pagamento da faculdade.”

Impacto emocional

A pesquisa revela ainda que 91% dos universitários afirmam que a dívida prejudicou a saúde mental.

Ansiedade, dificuldade de concentração e medo de abandonar o curso aparecem entre os principais efeitos relatados pelos jovens.

Oliveira destaca o efeito acumulado das contas atrasadas. “Quando uma dívida impacta outra, vira aquela bola de neve. Depois de certo valor, o estudante não consegue mais arcar com os custos, o que prejudica todo o planejamento financeiro", afirma.

Por Danilo Moreira, TV Globo