A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou que o Governo do Distrito Federal (GDF) cumpriu todas as obrigações previstas n...
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou que o Governo do Distrito Federal (GDF) cumpriu todas as obrigações previstas no acordo relacionado ao empréstimo de R$ 6,6 bilhões para o Banco de Brasília (BRB). O tema será debatido na próxima quinta-feira (13), durante uma audiência de conciliação convocada pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo Celina, o governo apresentará documentos que comprovam a melhora da situação fiscal do DF, incluindo a obtenção provisória da nota Capag A em julho. Para a governadora, todas as exigências assumidas pelo GDF foram atendidas, o que reforça a posição do Distrito Federal na negociação.
Durante a apresentação do cenário fiscal do DF, Celina evitou antecipar detalhes sobre a audiência, mas destacou que o encontro terá caráter técnico. Ela explicou que o objetivo é ouvir a União, entender quais são os obstáculos que ainda impedem a conclusão da operação e buscar uma solução definitiva para a liberação do financiamento. A governadora ressaltou que a previsibilidade das contas públicas será um dos principais argumentos apresentados ao Supremo e afirmou que o governo pretende conduzir toda a discussão com base em dados e documentos oficiais.
Celina Leão também criticou a politização do caso e defendeu que o futuro do BRB seja tratado com responsabilidade institucional. Segundo ela, o banco tem papel estratégico para o Distrito Federal e administra recursos importantes, como aposentadorias de servidores públicos, o que exige cautela nas decisões. De acordo com o GDF, a contratação do empréstimo acabou sendo travada por novas exigências das instituições responsáveis pela garantia da operação, entre elas a necessidade de uma lei distrital autorizando o uso de recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) como contragarantia. Diante desse cenário, o governo pediu autorização para contratar diretamente com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mantendo as garantias previstas no acordo homologado pelo STF.
