Júnior e Filipe Luís, ex-jogadores e ídolos do Flamengo — Foto: Reprodução Ex-lateral vê demissão do técnico como "desrespeitosa" ...
Júnior e Filipe Luís, ex-jogadores e ídolos do Flamengo — Foto: Reprodução
Ex-lateral vê demissão do técnico como "desrespeitosa" e diz que faltou sensibilidade ao presidente Bap
A demissão de Filipe Luís do cargo de treinador do Flamengo segue reverberando no mundo do futebol. Ídolo e ex-jogador rubro-negro, Júnior falou sobre o fim da passagem do técnico e criticou o presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap. Na opinião do ex-lateral, o dirigente "se acha maior do que a instituição".
"Filipe errou, sem dúvida. Mas o que ficou foi um episódio que diminui mais quem tomou a decisão do que quem foi desligado", afirmou Júnior.
— Hoje o assunto foi um só: a forma desrespeitosa como se deu a demissão de Filipe Luís. Muita gente surpresa, mas quem vive o futebol há muito tempo sabe que, infelizmente, quando quem comanda se acha maior do que a instituição, situações assim acabam acontecendo. O presidente tem, sim, a prerrogativa de demitir quem quiser e na hora que quiser. Isso faz parte do cargo. O que não pode faltar é sensibilidade, principalmente quando se trata de um ídolo — postou Júnior em suas redes sociais.
Filipe Luís conquistou cinco títulos desde que assumiu o time principal do Flamengo, tornando-se o segundo técnico mais vitorioso da história do clube, empatado com Jorge Jesus e Flávio Costa. Sob o comando do ex-lateral, o Flamengo ergueu as taças da Copa do Brasil 2024, da Supercopa 2025, do Carioca 2025, da Libertadores 2025 e do Brasileirão 2025.
Leia o texto completo de Júnior
"Hoje o assunto foi um só: a forma desrespeitosa como se deu a demissão de Filipe Luís.
Muita gente surpresa, mas quem vive o futebol há muito tempo sabe que, infelizmente, quando quem comanda se acha maior do que a instituição, situações assim acabam acontecendo. O presidente tem, sim, a prerrogativa de demitir quem quiser e na hora que quiser. Isso faz parte do cargo. O que não pode faltar é sensibilidade — principalmente quando se trata de um ídolo.
Foram sete anos dando a vida como jogador do Clube de Regatas do Flamengo e, depois, quase tudo conquistado em apenas 15 meses como treinador. É claro que errou. Eu mesmo critiquei algumas escolhas, especialmente nos jogos contra o Club Atlético Lanús. Mas nós não acompanhamos os treinos, não temos todas as informações — vemos apenas o que chega pelos canais oficiais. Julgar é fácil, entender o contexto é outra história.
O que mais pesou foi a forma. Poderiam ter feito antes da coletiva, preservado a imagem de alguém que construiu uma trajetória vitoriosa e identificada com o clube. A sensação foi de exposição desnecessária, de isolamento. E isso arranha a imagem de uma instituição que prega profissionalismo o tempo todo.
Filipe errou, sem dúvida. Mas o que ficou foi um episódio que diminui mais quem tomou a decisão do que quem foi desligado.
Ao Filipe, boa sorte no caminho que escolher. Sua história já está escrita no clube que você ama — e isso ninguém apaga."
Relembre a passagem de Filipe pelo Flamengo
Após iniciar a carreira no Rubro-Negro com o time sub-17, subiu para o sub-20 e assumiu o grupo profissional em setembro de 2024, substituindo Tite. De lá para cá, foram 101 jogos, com aproveitamento de 69,9%: 63 vitórias, 23 empates e 15 derrotas.
A demissão pegou Filipe Luís de surpresa, mas já tinha sido planejada pela diretoria do Flamengo antes mesmo da goleada por 8 a 0 sobre o Madureira, nesta segunda-feira. O presidente Bap e o diretor de futebol José Boto iniciaram as negociações com o técnico Leonardo Jardim na última sexta-feira, após o vice na Recopa Sul-Americana para o Lanús (Argentina).
Nesta terça-feira, Filipe Luís foi ao Ninho do Urubu e chorou ao se despedir do elenco do Flamengo. Além do treinador, o auxiliar técnico Ivan Palanco e o preparador físico Diogo Linhares também tiveram os vínculos encerrados. Após a movimentação da diretoria rubro-negra, o ex-zagueiro Rodrigo Caio - que integrava a comissão técnica permanente do Flamengo - pediu demissão.
Por Redação do ge — Rio de Janeiro
