Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília O Distrito Federal consolidou um amplo processo de modernização do transporte público e hoje conta com...
Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília
O Distrito Federal consolidou um amplo processo de modernização do transporte público e hoje conta com a frota de ônibus mais nova do país. Dados da Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF) apontam que cerca de 90% dos mais de 3 mil veículos em circulação foram substituídos recentemente, resultando em uma idade média de 3,6 anos.
Somente no último ano, 343 novos coletivos passaram a integrar o sistema — parte destinada à renovação da frota e parte à ampliação da oferta. Também foram criadas 37 novas linhas para atender à demanda crescente. A previsão é que, até março, cheguem mais 120 ônibus, concluindo a substituição total dos veículos antigos.
Em fevereiro, a Viação Marechal entregou 23 novos ônibus em Taguatinga Sul, reforçando o atendimento em regiões como Águas Claras, Arniqueira, Ceilândia, Guará, Park Way e Taguatinga. A empresa já renovou mais de 70% de sua frota e deve receber novas unidades nos próximos meses. Com a atualização, o DF passou a concentrar o maior número de veículos equipados com tecnologia Euro 6 no Brasil, reduzindo a emissão de poluentes.
A modernização também inclui a adoção de ônibus elétricos. Atualmente, seis veículos circulam na área central de Brasília e outros 90 devem entrar em operação em 2026, no Plano Piloto, sob responsabilidade da Piracicabana. Um terminal de recarga está em construção nas proximidades da Asa Sul. O serviço de micro-ônibus, conhecidos como “zebrinhas”, também foi ampliado e já atende 15 regiões administrativas, incluindo o primeiro modelo elétrico da categoria.
O crescimento do sistema é acompanhado pelo aumento no número de viagens. Em 2025, foram registradas aproximadamente 390 milhões de validações, superando os índices anteriores à pandemia. Para atender à expansão, a frota recebeu quase 300 veículos além do previsto inicialmente em contrato.
Outro fator que impulsiona a demanda é a política de gratuidade. Cerca de 37% dos acessos são realizados por beneficiários de programas como o Passe Livre Estudantil e o Vai de Graça. Além disso, a tarifa média permanece em R$ 3,93 — a mais baixa entre as capitais — mesmo diante de reajustes em outras regiões. Segundo o secretário de Transporte e Mobilidade, Zeno Gonçalves, os investimentos reforçam o compromisso do governo com inclusão social, mobilidade urbana e desenvolvimento econômico.
Redação Direto do Congresso
